Por detrás de toda a fachada da instituição e dos rostos das crianças que esta acolhe está um trabalho incansável equipa de com mais de 40 funcionários, em resistir contra a desmotivação e insegurança dos educados.
A liderar a equipa técnica da instituição Dora Barbosa (Psicóloga e Directora Técnica do Instituto D. Francisco Gomes) afirma que uma das prioridades de uma instituição como a Casa dos Rapazes é formar uma equipa técnica sempre atenta aos sinais de alarme dados pelas crianças e jovens ali acolhidos, antecipando-os.
António Barão, Presidente da Instituição, em muitos dos seus discursos, é o primeiro a referir a necessidade de transmitir amor a estas crianças, “sendo esse o grande passo para a sua recuperação e reintegração na sociedade”.
Directora Técnica Dr.ª Dora Barbosa
GABINETES TÉCNICOS
A verdadeira essência do trabalho desenvolvido pelos Técnicos do Instituto Dom Francisco Gomes, coordenado pela Directora Técnica, traduz-se em contribuir para um bem-estar físico, psíquico e social das crianças e jovens educandos, bem como toda a estrutura envolvente.
É um trabalho que visa aprofundar questões que são de extrema pertinência para um desenvolvimento adaptado às exigências do mundo actual. Desta forma, abordamos temas relacionados com o indivíduo e a sociedade, canalizando grande parte das nossas energias e conhecimentos para o quotidiano dos educandos. Salientamos o facto deste ser pautado por normas, regras e horários a cumprir, que só é possível concretizar numa base de interajuda e de comunicação assertiva entre todas as valências do Instituto.
A área de intervenção dos psicólogos do IDFG centra-se ao nível da avaliação psicológica e acompanhamento psicológico sistematizado, a todos os educandos. Quando os menores são admitidos no instituto, trazem consigo todo um conjunto de sentimentos de raiva, abandono, medo aliado também a um registo de destruturação familiar a que sempre estiveram habituados e que na maioria das vezes se manifestam em agressividade e violência, quer para com os próprios, quer com os outros (colegas, funcionários, professores, familiares, etc...).
Este é sem duvida o terreno por excelência onde o psicólogo deve actuar. Através da relação e dentro do espaço terapêutico, o técnico tem como objectivo alterar o comportamento desviante do menor, trabalhando aspectos como auto-estima, tolerância à frustração, sentimentos depressivos, agressividade, assertividade, entre outros. É um processo longo, pois é necessário que a criança/jovem tenha o seu tempo, sem qualquer tipo de pressões, para poder sarar as suas feridas.
Ser-se psicólogo, numa instituição com o IDFG, é ter a capacidade, afectiva e intelectual, possuir os meios técnicos, e usufruir da liberdade e tolerância, necessárias e suficientes, para compreender o outro na sua subjectividade, na sua individual aspiração, e na realidade da sua singularidade. Assim sendo, o psicólogo será “um cirurgião da alma”